O carioca Ansi é um sagitariano doido na casa dos 30, que já foi Técnico em Eletrônica, Bancário, Jornalista, Professor, Revisor e por pouco não deu aula de Artes Marciais. Atualmente é funcionário público, enquanto não decide o que fazer da vida. Adora artes em geral, sobretudo a música. Apaixonado por violão clássico, escuta desde Nirvana até Chico Buarque, passando pela música eletrônica, pelo samba de raiz e pela música caipira.
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Sexta-feira, Julho 07, 2006
Como era grande!O post de hoje é um projeto que venho adiando desde o final do ano passado, quando presenciei pela primeira vez a rotina turística do Píer Mauá, pois, desde o início do ano passado, trabalho literalmente de frente para o Porto do Rio, acompanhando sua rotina diária. Aliás, a vista da minha janela do trabalho é um show. Pelo menos isso. Fico de cara para a Baía de Guanabara, de frente para a Ilha das Cobras, para a ponte Rio-Niterói e para o Píer Mauá. As diferentes cores do mar ao longo do ano são um espetáculo à parte.
O turismo em alto-mar entrou definitivamente na rotina dos brasileiros e na rota dos cariocas. Durante o verão, navios e transatlânticos abarrotados de turistas nacionais e estrangeiros atracam e partem diariamente do Porto do Rio. O destino, na maioria das vezes, é o próprio litoral brasileiro, com eventuais escalas em Buenos Aires e Punta del Este. E eu fico vendo o entra e sai desses inúmeros navios e turistas. É muito engraçado. Além de ter os navios literalmente em frente à minha janela, também acompanho um pouco da rotina desses turistas, em especial dos estrangeiros, que lotam os bares e night clubs de décima categoria da Praça Mauá, localizada bem em frente ao porto, de onde chega e parte meu ônibus para casa. É bizarro muitas vezes ver branquelos turistas europeus sentados a uma enferrujada mesa de metal de um boteco de quinta, lendo jornal ou, na pior das hipóteses, flertando com profissionais locais do sexo. Graças ao porto, somente na Praça Mauá é possível ver uma boate funcionando a pleno vapor às 10 horas da manhã de uma terça-feira, literalmente em frente a um posto da Polícia Federal. Mas o post não é para falar dos turistas nem das mães dos jogadores da seleção brasileira, mas dos navios de cruzeiro de lazer, parte importante do comércio turístico internacional. Eu sempre tive a curiosidade de fazer um cruzeiro numa dessas mega embarcações. Os cruzeiros marítimos sempre foram ícones de um estilo de vida luxuoso, reservado a poucos privilegiados. Uma viagem longa, durando vários dias, deixa de ser uma desvantagem quando se passa a bordo de um belo navio, repleto de mordomias, como comida de primeira, bebidas da melhor qualidade e opções de lazer de alto nível. A gente logo lembra dos ambientes luxuosos do Titanic. Com todos esses atrativos, viajar em um transatlântico parece ser divertido. E a popularização dos cruzeiros na costa brasileira permitiu que a classe média tivesse acesso a essa opção de turismo antes muito exclusiva. O dólar em baixa e a economia estabilizada também facilitaram para que cada vez mais pessoas pudessem desfrutar de alguns dias de mordomia em alto mar. Mas, segundo alguns, o luxo e o conforto estão muito mais na aparência do que na essência dos serviços e das opções disponíveis em um navio de cruzeiro. Mesmo assim, tenho a curiosidade de fazer uma viagem dessas. Os navios de cruzeiro surgiram com as longas travessias em navios – a única maneira de atravessar o Atlântico no passado. As empresas de navegação, como a White Star Line, construtora do célebre Titanic, começaram a investir seriamente na decoração do interior e no entretenimento a bordo, na tentativa de derrotar a concorrência. Hoje, os turistas podem conhecer grande parte do mundo em confortáveis transatlânticos, e a Antártida se tornou um destino interessante para os que procuram uma experiência diferente nas férias, já que o continente só pode ser observado de um navio. A época dourada dos transatlânticos foi os anos 30 do século XX. Terminada a Segunda Guerra, em 1945, eles foram paulatinamente sendo substituídos pelos aviões nas rotas intercontinentais. Voar é bem mais rápido e as companhias aéreas também investiram no glamour e no serviço de bordo. Mas há quem prefira ficar seis dias a bordo de um gigantesco hotel móvel a ficar várias horas amarrado a uma poltrona desconfortável. A bordo de um navio não se pode apenas caminhar com facilidade. Há várias opções de restaurante, de lazer e de compras. Há piscinas, academias de ginástica, bibliotecas, shows em auditórios e, no caso do transatlântico Queen Mary 2, até mesmo um planetário – o primeiro embarcado em um navio. O mercado dos cruzeiros marítimos é um dos que mais cresce na indústria do entretenimento. E o litoral brasileiro não poderia ficar de fora do circuito dos luxuosos navios de cruzeiros. Vários deles circulam pelo nosso país e, claro, aportam em frente a minha janela: o Island Escape, o Saga Rose, o MSC Armonia, o Funchal, o MSC Rhapsody, o Mistral, o Blue Dream, o Costa Romântica, o Costa Clássica entre outros. Eles cortam o litoral do Brasil e percorrem paraísos de Fernando de Noronha a Porto Belo, em Santa Catarina. Inclusive, os cruzeiros no litoral brasileiro são comparáveis com os melhores do mundo.
Os navios de cruzeiro estão entre os maiores barcos em operação, e os modelos maiores podem transportar milhares de passageiros. De todos esses que já vi aportar por aqui, o mais incrível deles é o Queen Mary 2, que passou aqui pelo Rio em janeiro deste ano, antes de seguir para Buenos Aires. Na época, ele era simplesmente o maior navio de passageiros do mundo. E nem cabia na janela, como vocês podem ver na foto abaixo.
O Queen Mary 2 foi, até o mês passado, o maior navio de passageiros do mundo. Construído para fazer a mesma rota do Titanic (Nova Iorque – Reino Unido), o QM2 é também o navio de passageiros mais caro da história. Ao custo de 800 milhões de dólares, os proprietários da clássica empresa inglesa Cunard, proprietária da extinta White Star Line fundada em 1840 e proprietária do Titanic, esperam que em cinco anos o investimento seja pago com o faturamento das viagens. Para se ter uma idéia do tamanho da criança, o Queen Mary 2 possui 33 elevadores, 5 piscinas, 10 restaurantes, 14 bares, planetário em 345 metros de comprimento e 72 metros de altura (equivalente a um prédio de 23 andares) pesando 150 mil toneladas. É mais que um navio: ele foi construído para uma jornada de 40 anos de navegação. O QM2 possui ainda 2 mil banheiros, 8 mil telefones, 5 mil degraus de escada, 1.100 portas corta-fogo, 8.350 extintores automáticos, 80 mil pontos de luz. No seu interior está o maior spa já construído a bordo de um navio, com 1.860 metros e 24 salas de tratamento e um fitness center com equipamentos de última geração. Internamente o Queen Mary 2 “carrega” um teatro com 1.094 poltronas com palco que eleva, e uma visão de 360°, além de suítes de 18 a 210 metros quadrados. A era dos grandes transatlânticos teve um renascimento de peso. O contraste entre o glamour e a tragédia que envolveu o transatlântico Titanic em 1912 tem fascinado milhões de pessoas. Aquele que era o maior navio do mundo, considerado insubmergível, foi ao fundo depois de chocar-se com um iceberg. E o Queen Mary 2, bem maior que o Titanic, foi construído para explorar a mesma rota do seu predecessor azarado, o percurso Reino Unido – Estados Unidos. O navio faz percurso Southampton – Nova York em seis dias. O orgulho desmedido dos construtores e proprietários do Titanic afundou rapidamente o navio. Os projetistas do Queen Mary 2 não se esqueceram disso. Segundo o engenheiro naval britânico Stephen Payne, o quebra-ondas em forma de “V” na proa do transatlântico parte as ondas que varrem o navio. Mas, como desafiar a natureza é algo sempre arriscado, no mastro do navio foram afixadas duas moedas: uma britânica e outra francesa – representando os proprietários e os fabricantes. Trata-se de um antigo costume grego para aplacar a ira do deus dos mares, Poseidon (ou Netuno para os romanos). O QM2, apesar de ainda ser o navio de passageiros mais caro da história, perdeu o posto de maior navio de passageiros do mundo no mês passado, quando ficou pronto o Freedom of the Seas (Liberdade dos Mares). Ao custo de 720 milhões de dólares, o Freedom possui 339 metros de comprimento e 56 de largura, pesa 160 mil toneladas e transporta até 4.375 passageiros, com as cabines lotadas, que são servidos pelos 1.360 tripulantes. Seus 15 pavimentos comportam vários bares, restaurantes, um parque aquático e cabines que chegam a alojar 14 pessoas. A viagem inaugural, rumo às Caraíbas, aconteceu no mês passado. O Freedom of the Seas foi construído em Hamburgo, Alemanha. Alpinismo, surfe, corrida e até boxe. Parece um resort, mas em alto-mar. Essas atrações inusitadas ajudam a fazer o charme do novo gigante dos mares. Esse supertransatlântico de luxo está fazendo cruzeiros pelo Caribe. Desde a inauguração, bateu o Queen Mary 2 em tamanho. Ele não é tão comprido, mas ganha em tonelagem. O Freedom supera até os porta-aviões da classe Nimitz, os maiores da Marinha americana. A bordo, oferece algumas novidades. Seu principal diferencial: uma piscina para prática de surfe. A velocidade máxima prevista é de 40 quilômetros por hora. Mas quem tem pressa? Na área interna do navio há a Royal Promenade, uma rua coberta de 135 metros, que tem bares, lojas e cafés. Entre as atrações, há ainda cassino, boate, um teatro e um rinque de patinação no gelo. E o valor dos pacotes de uma semana nem é tão alto, considerando a média dos navios de luxo. Começa em US$ 950 por pessoa em cabine dupla. A suíte mais cara, dependendo da data, passa dos US$ 3.200. Veja abaixo a ficha completa desses dois gigantes: Queen Mary 2: 44,8 metros mais longo que a torre Eiffel. E 36 ônibus de Londres de comprimento. Anúncio do projeto: 8 de junho de 1998; Custo: 800 milhões de dólares; Lançamento ao mar: 21 de março de 2003; Primeira viagem: 12 de janeiro de 2004; Propulsão: quatro motores a diesel e duas turbinas a gás; Deslocamento: 151.400 ton; Comprimento: 345 m; Largura: 41,15 m; Calado: 9,95 m; Total de conveses: 17; Velocidade máxima: 30 nós (55,5 km/h); Passageiros: normal 2.620; pode levar até 3.090; Tripulação: 1.253; Cabines: 1.310; Auditório: 1.105 pessoas; Elevadores: 22. Freedom of the Seas: Custo: 720 milhões de dólares; Peso: 160 mil toneladas (igual a mais que 80 mil carros ou 32 mil elefantes); Altura: 72 m; são 63 m a partir da linha d´água, igual a 2 Estátuas da Liberdade; Comprimento: 339 m – ou 100 m maior que o estádio do Maracanã. Largura: 56 m, ou duas vezes a medida da envergadura dos braços do Cristo Redentor; Velocidade: 21,6 nós; Capacidade: 4.375 hóspedes; Cabines: 1.817; Piscina para surf; Jacuzzis projetadas para fora do navio, a 34 metros do mar; Ringue profissional de boxe; Pista de patinação no gelo; Parede de escalada a 61 m acima do mar; Na piscina do Solarium, um espaço para adultos, há música sub-aquática; Biblioteca com 3.600 volumes; Teatro para 1.350 pessoas, cassino, bares, academia, spa, pista de cooper etc; Todas as cabines têm tvs de tela plana. A maior suíte é a Presidential Family Suite, que pode acomodar até 14 pessoas. São 113 metros quadrados, 4 quartos, 4 banheiros, 2 banheiras de hidromassagem, sala de jantar, TV de plasma de 42 polegadas, 5 TVs de tela plana, área externa (sacada) de 75 metros quadrados com hidromassagem, bar e mesa de jantar ao ar livre. |
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9 Comments:
Respondi seu email, valeu pela dica! Recebi também o email falando sobre a idéia do quadrinho, vou responder ainda hoje.
Sobre as embarcações... Um espetáculo bixo. Deve ser muito foda participar de um cruzeiro.
Aparece no MSN!
obs.: Amanhã vou ver Os-Sem-Floresta no Botafogo Praia Shopping, às 19h40m, legendado. Se você se animar me dá um toque.
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Brunno Vieira, at 10:42 AM
Eu trabalhei no RB1 e a minha vista era exatamente a do Sao Bento e a entrada dos navios na praça Mauá. Era um show a parte todos os dias.
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Hiro, at 3:47 PM
E quanto será que custa passear num navio desses?
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Nikita-El-Amar, at 1:12 AM
E eu só vejo o mar por foto.
E, nunca "andei" de navio.
:(
Não num desse tamanho.
:((((((((((((((((((((((((((((
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Lidiane, at 9:48 PM
Niki, o preço depende para onde vc quer ir e por quanto tempo. Exemplo: Cruzeiro pelo Brasil, por 4 noites, US$ 470 por cabeça.
Beijos informativos!
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Asdrúbol, O Sábio da Montanha, at 12:30 AM
Very nice site! » » »
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Anônimo, at 7:11 AM
Best regards from NY! pain relief the downside of taking vitamins suppliments
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Anônimo, at 6:35 PM
That's a great story. Waiting for more. »
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Anônimo, at 3:37 AM
Corrigindo uma informação!
O Freedom of the Seas foi construido nos estaleiros da auto-europa, em Turku, Finlândia. E não em hamburgo, Alemanha como está escrito no texto.
^^
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Anônimo, at 4:29 PM
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