Segunda-feira, Junho 19, 2006

Venceu, mas não convenceu...

Apesar da vitória de 2 x 0 sobre a Austrália, a seleção não convenceu muita gente, inclusive a mim. Os australianos são ruins demais. Mas, mesmo assim, conseguiram anular os principais jogadores brasileiros e dar uma série de sustos na defesa canarinho, partindo para o ataque durante boa parte do segundo tempo. Sorte a nossa eles serem tão ingênuos quando o assunto é futebol.

Se é que o time brasileiro melhorou alguma coisa em relação ao primeiro jogo, melhorou muito pouco. A seleção voltou a se perder em campo e não conseguiu criar boas jogadas durante boa parte da partida. Quem melhorou sensivelmente foi o Ronaldo. Movimentou-se infinitamente mais, quase abriu o placar aos três minutos do primeiro tempo numa jogada com Kaká, deu o passe para Adriano marcar e ainda fez um gol, com direito a cartão amarelo e tudo! Ruins mesmo estão Roberto Carlos e Cafu. Não acertaram um passe, um cruzamento e ainda fizeram muita besteira que poderia gerar um gol contra, se a Austrália soubesse jogar futebol.

O único setor eficiente da seleção brasileira é o ataque: o ataque do coração que ela dá na gente com esse futebolzinho meia boca, de Flamengo X Madureira. Deus me livre! Vendo o histórico do Parreira na Copa de 1994 percebe-se exatamente isso: na primeira fase foram minguados 2 x 0 contra a Rússia (nem sabia que lá existia futebol!), 3 x 0 contra Camarões (pelo menos uma vez!) e sofridos 1 x 1 contra Suécia; nas oitavas, 1 x 0 contra os EUA naquele jogo ridículo de tão sofrível; nas quartas, cagados 3 x 2 contra a Holanda (com aquele belíssimo gol de falta do Branco – para mim, o gol mais bonito de todos os tempos); na semi-final, 1 x 0 contra a Suécia no susto; e, na final, 0 x 0 contra Itália no tempo normal. Ou seja, 11 gols na Copa, numa média de apenas 1,5 gols por partida – a pior das seleções brasileiras campeãs. Já em 2002, com Felipão, foram 18 gols (2x1, 4x0, 5x2, 2x0, 2x1, 1x0, 2x0), ou seja, 2,5 gols por partida. Quase igual a 1970, quando foram 19 gols (2,7 por partida). Em 1962, foram 14 gols (2 por partida) e em 1958, 16 gols (2,7 por partida). Com parreira é sempre assim, se arrastando a cada jogo, em que o gol é apenas um detalhe.

Se as coisas continuarem como estão até agora, os jogos das oitavas de final serão: Alemanha X Suécia, Argentina X México, Inglaterra X Equador, Portugal X Holanda, Itália X Austrália, Coréia do Sul X Ucrânia, Brasil X República Tcheca, Espanha X Suíça. Mais uma vez, a mulherada deu um show no meu trabalho e abocanhou o bolão, de Brasil X Austrália. Quatro meninas dividiram a grana dessa vez. Abaixo, uma foto dessas garotas boas de bolão:


Como eu havia dito no último post, o salário da seleção brasileira faz o Caixa 2 do PT parecer gorjeta de restaurante. Segundo a agência alemã de notícias, o Brasil tem a seleção mais cara da história do futebol. Juntos, os 23 jogadores brasileiros valem mais de 400 milhões de euros! Tudo isso porque jogadores como Ronaldinho e Ronaldo não são somente estrelas do futebol, mas também ícones de marketing e fonte de lucro dos clubes. Ainda segundo a reportagem sobre o valor de mercado dos brasileiros publicada pela DPA, o Ronaldinho é o mais caro da história do futebol, com um passe avaliado em 47 milhões de euros. Kaká não sai por menos de 35 milhões de euros, e o Ronalducho não é negociado por menos de 30 milhões. Logo abaixo vem Robinho, vendido para o Real Madrid por 24,8 milhões de euros. É por isso que eu digo: por que esses caras vão se esforçar em campo?! É por isso que jogadores como Fred, que eu nem sabia que existia antes de ontem, entram e fazem gol em menos de cinco minutos! Com um estímulo desses, até eu. Se o Parreira colocar os pobres reservas pobres, verá goleada!

Falando em pobre, segue abaixo as fotos da torcida Allegro no jogo Brasil X Austrália, em Nikity City, Praia das Flechas:


A partir da esquerda: Tito, sogrinha Elenir, Tita, cunhados Marcelo e Lilian, e Dani na ponta direita.




Os cunhadinhos Marcelo e Lilian.




Vovó Silvia e Dani.




Esse que vos escreve e Dani, no melhor estilo Togo canarinho.




Marcelo e sua fome de bola, digo, de macarrão.



De Nikity City direto para o Alzirão, na Tijuca, bombando como sempre:




Escrito por .-=Ansi=-.

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